quinta-feira, junho 28, 2012

AEE - Deficiência Intelectual


O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA O ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL

     
     O trabalho do professor de atendimento educacional especializado voltado para o aluno com deficiência intelectual se caracteriza essencialmente pela realização de ações específicas sobre os mecanismos de aprendizagem e desenvolvimento desses alunos. O AEE se realiza essencialmente na sala de recursos multifuncionais.
     O professor do atendimento educacional especializado deve propor atividades que contribuam para a aprendizagem de conceitos, além de propor situações vivenciais que possibilitem esse aluno organizar o seu pensamento. Esse atendimento deve se fundamentar em situações-problema, que exijam que o aluno utilize seu raciocínio para a resolução de um determinado problema.
     Para desenvolver o AEE, é imprescindível que o professor conheça seu aluno e suas particularidades para além da sua condição cognitiva. O trabalho do professor do AEE é ajudar o aluno com deficiência intelectual a atuar no ambiente escolar e fora dele, considerando as suas especificidades cognitivas.
      Especificidades que dizem respeito principalmente à relação que ele estabelece com o conhecimento que promove sua autonomia intelectual.
Esta foto mostra uma menina tentando resolver contas matemáticas. Fonte: http://blog.aprendebrasil.com.br/blogdiversidade/2010/12/01/a-crianca-com-deficiencia-intelectual-na-sala-de-aula/
 
O ACOMPANHAMENTO NA SALA DE AULA

     O acompanhamento do professor do AEE na sala de aula do ensino comum se caracteriza por uma interlocução em que o professor do AEE deve procurar ouvir as dificuldades encontradas por esse professor para ensinar ao aluno com deficiência intelectual no contexto da sala de aula. Quando as dificuldades forem do âmbito da gestão da classe ou do ensino formal, essas dificuldades devem ser discutidas pela equipe pedagógica da escola da qual os professores em questão devem participar. A participação do aluno na sala de aula regular não deve ser negligenciada.

Fonte: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. O Atendimento Educacional Especializado para Alunos com Deficiência Intelectual.

Dois alunos em sala de aula realizando atividade de escrita. "Antes, jogos, letras e cores não queriam dizer nada para mim...mas agora, que estou na  escola, fazem parte da minha vida" Henrique  Michel da Silva, 10 anos.
Foto: Gustavo Lourenção


Fonte:  http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/tempo-cada-424559.shtml


      É importante considerar que a interação do aluno com seus pares na classe comum fazem dele um agente participativo que contribui ativamente para a constituição de um saber compartilhado.
     O aluno deverá perceber-se como sujeito que contribui para a construção de saberes coletivos, retirando disso múltiplas vantagens, inclusive a de acessar um papel social valorizado. Oportunizar ao aluno com deficiência intelectual viver integralmente a sua escolarização no espaço da sala de aula comum permite que ele se beneficie dessa convivência.
    Para clarificar as ações do professor do AEE, a seguir apresentamos um estudo de caso com o respectivo plano de AEE.

Fonte:  Adriana Leite Lima Verde Gome, Jean-Robert Poulin, Rita Vieira de Figueiredo. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. O Atendimento Educacional Especializado para Alunos com Deficiência Intelectual.


     Uma das principais angústias de um professor que recebe em sua classe um aluno com deficiência intelectual é, sem dúvida, saber o que fazer com ele. Mesmo compreendendo a importância de recebê-lo, de integrá-lo com os colegas e reconhecendo sua tarefa de favorecer o desenvolvimento de seu potencial, é inevitável que o educador questione-se sobre seu papel diante dessa realidade: tentar ensinar a essa criança os conteúdos trabalhados com toda a turma, partir para uma (im)possível individualização no atendimento dessa criança ou entender que o simples fato de ela estar na sala de aula já representa um benefício em termos de sua socialização, sendo deixados de lado aspectos acadêmicos específicos? Essas dúvidas decorrem, em grande parte, de problemas gerais na formação dos professores em nosso País. Infelizmente, os cursos de licenciatura ainda oferecem conhecimentos insuficientes aos professores em formação, principalmente na área de Educação Especial, o que dificulta sobremaneira seu trabalho na prática cotidiana de sala de aula. Ainda assim, é importante defender que todo professor tem condições, sim (salvo casos excepcionais), de prestar atendimento educacional adequado a esse tipo de aluno. É sobre esse atendimento que pretendo me deter nos próximos artigos. 
     Antes de falar de questões mais práticas, preciso começar com algumas considerações gerais. Em primeiro lugar, não existe um tipo de atendimento ou programa de ensino específico ou padrão dirigido a crianças com deficiência intelectual. Mesmo porque, como já discuti em um artigo anterior, o conceito de deficiência intelectual é muito amplo, pois abrange uma infinidade de características que podem se manifestar de modos distintos entre si, portanto, é impossível falar em “o deficiente intelectual”, da mesma forma que é impossível falar em “aluno normal”. A diversidade está presente no desenvolvimento típico como no desenvolvimento que, em algum aspecto, foge da norma. Por isso, não existem fórmulas ou procedimentos que se apliquem a todas as pessoas, sejam elas deficientes ou não. Em segundo lugar, é preciso encarar o fato de que o trabalho educacional com o aluno que apresenta deficiência intelectual deverá ser desenvolvido em função do aluno em questão, daquele indivíduo que ali se apresenta para aprender. 
     É necessário, então, que o professor, antes de qualquer procedimento ou atitude, seja sensível para estudar as características desse aluno: habilidades, interesse, processo de desenvolvimento, dificuldades e necessidades específicas, além das situações em que ele necessita de mais ou menos apoio. Essa avaliação inicial é norteadora do processo educacional da criança com deficiência intelectual, e é esse tema que eu vou abordar no próximo artigo.

Andréia Schmidt
Psicóloga formada pela UFPR, mestranda em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos e doutora em Psicologia pela USP.
Fonte: http://blog.aprendebrasil.com.br/blogdiversidade/2010/12/01/a-crianca-com-deficiencia-intelectual-na-sala-de-aula/

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