terça-feira, setembro 18, 2012

A importância do brincar para o autista



 Foto: A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR NO AUTISMO

A brincadeira é a linguagem das crianças. Pela brincadeira se pode aprender a interação social, trabalhar a atenção, seqüências, habilidades, solucionar problemas, explorar sentimentos, desenvolver causa e efeito, estimular a criatividade. Com a falta de interação social, comunicação e problemas no comportamento, muitos autistas vão necessitar de ajuda para estabelecer uma relação com outras crianças e muitos não sabem brincar, o que precisa ser ensinado.

Para começar escolha algo que funcione com o autista, o que chamaria a sua atenção (dinossauros, tubarão, fadas, jogos, bola). Deixe a criança iniciar a brincadeira, fazer uma escolha. Se a criança recusar a sua presença na brincadeira comece apenas observando-a brincar, depois introduza comentários ("nossa, este carro é bem veloz!"). Não se preocupe se a criança ignorar seus comentários, continue a introduzi-los aos poucos.

Ajude a criança a engajar-se na comunicação recíproca na brincadeira. Exemplo: a criança está brincando com um carrinho. Você pode pegar outro carro e dizer: "este carro amarelo corre melhor que o azul. Vou mostrar! Cadê o azul? Ah! aqui está". (Pegue o carro marrom e deixe a criança corrigir você). Cometa outros erros e comece uma corrida de carros com isso.

Quando a criança estiver confortável em brincadeiras recíprocas, aumente a interação.
Exemplo: Ela só quer brincar de carrinho, pegue um brinquedo de animal e peça carona, depois reclame que o cachorro está com fome proteste e insista, com o tempo a criança vai parar e brincar de alimentar o cachorro. Aumente a brincadeira e encontre alguns amigos para o lanche, como o elefante, leão, e outros, alargando o horizonte e os interesses da criança. Se for muito sobrecarregado para a criança este passo, volte um pouco para traz.

Evite questionamentos e direcionamentos. Muita estrutura e perguntas nesta hora podem inibir tanto a iniciativa da criança como o processo dela solucionar problemas. Quando a criança estiver se sentindo confortável com a brincadeira recíproca, você poderá direcionar a brincadeira para conceitos e seqüências que deseja trabalhar. Exemplo: Ela só brinca de carrinho e sempre os coloca na mesma ordem. Introduzindo o cachorro e novos problemas, a criança começará a dar atenção a outros brinquedos.

Brinque e interaja. Pretenda ser um dos brinquedos e explore isso. Exemplo: Ao invés de dizer "venha e me ajude a construir um forte", seja um personagem que está pedindo ajuda. Converse com os brinquedos. Quando a criança estiver acostumada com este tipo de brincadeira tente mudar sua estrutura. Exemplo: Se ele só quer brincar com o carro azul, peça para deixar que você brinque uma vez com o carro azul.
Se a atenção da criança for mínima, não puxe a brincadeira por muito tempo. O importante é ela aprender como é gostoso brincar com outras pessoas.

Não se preocupe se está fazendo certo ou errado. Se divirta com o processo. O único erro é não brincar ou não tentar interagir com a criança.

Fonte: Autism Asperger´s Digest Magazine

 A brincadeira é a linguagem das crianças. Pela brincadeira se pode aprender a interação social, trabalhar a atenção, seqüências, habilidades, solucionar problemas, explorar sentimentos, desenvolver causa e efeito, estimular a criatividade. Com a falta de interação social, comunicação e problemas no comportamento, muitos autistas vão necessitar de ajuda para estabelecer uma relação com outras crianças e muitos não sabem brincar, o que precisa ser ensinado.

Para começar escolha algo que funcione com o autista, o que chamaria a sua atenção (dinossauros, tubarão, fadas, jogos, bola). Deixe a criança iniciar a brincadeira, fazer uma escolha. Se a criança recusar a sua presença na brincadeira comece apenas observando-a brincar, depois introduza comentários ("nossa, este carro é bem veloz!"). Não se preocupe se a criança ignorar seus comentários, continue a introduzi-los aos poucos.
 
 Foto: O PAPEL DO ADULTO EM FACILITAR A BRINCADEIRA 

Os adultos desempenham um papel central na ênfase ou inibição da capacidade da criança para brincar. No caso de uma criança portadora de PC, os adultos podem ter que assumir um papel diretivo mais ativo no encorajamento da criança para que ela interaja ativamente com o ambiente. No entanto, ocasionalmente o adulto pode precisar também ter apenas um papel convidativo no encorajamento do brincar. Portanto, quando o terapeuta deseja favorecer o brincar precisa levar em consideração sua própria prontidão para permitir que o brincar ocorra, o pale que asume dentro dela e as táticas que utiliza para faciliatr a brincadeira. Musselwhite, Jones e Reynolds identificam vários papéis assumidos pelo adulto durante uma brincadeira com a criança. Estes papéis podem ser resumidos da seguinte forma:




- O diretor cênico. O adulto assume a responsabilidade de fornecer o tempo e organizar o ambiente físico de maneira que ele convide a brincar. Este é o papel que frequentemente é assumido pelos professores da pré-escola e os terapeutas que utilizam a filosofia da IS.



- O mediador. O adulto dá uma assistência à interação entre uma criança e outra e o mundo físico, modelando as capacidades de resolução de problemas durante o brincar. Esta atitude é frequentemente utilizada pelos terapeutas ocupacionais que levam em conta o contexto do brincar para descobrir soluções para um problema em uma determinada situação.





- O diretor. O adulto assume um papel muito ativo em gerar e prender a atenção da criança e o interesse no brincar, demonstra capacidades e comportamentos específicos e controla a interação divertida entre duas crianças ou entre o adulto e a criança. Este papel pode ser assumido pelos terapeutas que trabalham com crianças severamente limitadas e quando utilizam o brincar como um contexto para a aprendizagem de capacidades adaptativas.



- O observador. O adulto não entra no brincar, mas senta-se por perto, faz anotações e analisa a situação. Este é o papel utilizado pelo terapeuta durante a avaliação das capacidades lúdicas.





- O brincador. O adulto entra no brincar com a criança. A decisão de assumir este papel depende do estilo de interação preferido pelo adulto, da necessidade da criança por um desafio, e da habilidade que a criança tem de manter a brincadeira. Tanto o adulto quanto a criança podem agir como companheiros iguais, revezando-se durante a interação. O adulto pode ter que iniciar uma interação, mas depois encoraja a criança a participar ativamente e responder. O maior risco de adotar esta postura é o perigo de assumir a interação, especialmente se este papel é assumido desde o começo e a criança não recebe a chance de desenvolver sua própria brincadeira. Adotar este papel pode enfatizar o conteúdo do brincar e enriquecer o relacionamento entre o adulto e a criança. Precisamos lutar por este último papel quando convidamos a criança para entrar na brincadeira como um comportamento espontâneo e intrinsecamente motivado.



Os adultos presentes no ambiente das crianças portadoras de necessidades especiais podem estar inibindo o brincar por vários motivos: porque não acreditam que ela é importante; porque não sabem o que fazer para iniciar uma brincadeira com a criança; ou porque estão muito ansiosos para facilitar o processo. Quando os adultos têm muita ansiedade de favorecer uma experiência bem-sucedida podem agir muito rápido e não permitir que a criança explore completamente uma situação.



Fonte: A Recreação Pediátrica. 
  Ajude a criança a engajar-se na comunicação recíproca na brincadeira. Exemplo: a criança está brincando com um carrinho. Você pode pegar outro carro e dizer: "este carro amarelo corre melhor que o azul. Vou mostrar! Cadê o azul? Ah! aqui está". (Pegue o carro marrom e deixe a criança corrigir você). Cometa outros erros e comece uma corrida de carros com isso.

Quando a criança estiver confortável em brincadeiras recíprocas, aumente a interação.
Exemplo: Ela só quer brincar de carrinho, pegue um brinquedo de animal e peça carona, depois reclame que o cachorro está com fome proteste e insista, com o tempo a criança vai parar e brincar de alimentar o cachorro. Aumente a brincadeira e encontre alguns amigos para o lanche, como o elefante, leão, e outros, alargando o horizonte e os interesses da criança. Se for muito sobrecarregado para a criança este passo, volte um pouco para traz.

Evite questionamentos e direcionamentos. Muita estrutura e perguntas nesta hora podem inibir tanto a iniciativa da criança como o processo dela solucionar problemas. Quando a criança estiver se sentindo confortável com a brincadeira recíproca, você poderá direcionar a brincadeira para conceitos e seqüências que deseja trabalhar. Exemplo: Ela só brinca de carrinho e sempre os coloca na mesma ordem. Introduzindo o cachorro e novos problemas, a criança começará a dar atenção a outros brinquedos.

Brinque e interaja. Pretenda ser um dos brinquedos e explore isso. Exemplo: Ao invés de dizer "venha e me ajude a construir um forte", seja um personagem que está pedindo ajuda. Converse com os brinquedos. Quando a criança estiver acostumada com este tipo de brincadeira tente mudar sua estrutura. Exemplo: Se ele só quer brincar com o carro azul, peça para deixar que você brinque uma vez com o carro azul.
Se a atenção da criança for mínima, não puxe a brincadeira por muito tempo. O importante é ela aprender como é gostoso brincar com outras pessoas.

Não se preocupe se está fazendo certo ou errado. Se divirta com o processo. O único erro é não brincar ou não tentar interagir com a criança.


Fonte: Autism Asperger´s Digest Magazine
https://www.facebook.com/#!/pages/Autismo/172397142889226

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