terça-feira, setembro 04, 2012

A massinha que reina absoluta

Você sabia que a massinha é o melhor meio para reforçar os músculos dos dedos e que isso é um pré-requisito para a criança conseguir escrever? Pois é, então trabalhe muito com seus alunos. 

Aqui vai uma receita para fazer a massinha. Vamos lá?

Material:

1 copo de farinha
½ copo de sal fino
1 copo de água
1 colher de café de corante alimentar (opcional),
Um recipiente
1 colher de madeira.

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Coloque a farinha e o sal dentro de um recipiente e misture com uma colher de pau (entretanto, fazer a mistura com as mãos ficou bem mais interessante).



Incorpore um pouco de água e o corante alimentar.
Mexa até que a massa ficar colante, grudenta, melequenta.


Se ela estiver muito colante, coloque mais farinha. Se ela estiver muito compacta, adicione um pouco mais de água. O ponto será sentido com o manuseio da massa.



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A menina preparou a massa e a profissional finalizou até ela ficar no "ponto" de massinha de modelar. É uma ótima brincadeira e crinaça ficou concentrada e quietinha por uns 40 minutos.

Pegue um macarrão do tipo “penne” tingido com corante alimentar vermelho. E pronto! A bola de massinha virou um porco espinho, o caracol ganhou um par de antenas e a Dona Aranha... Acho que ganhou um chifre! :)


Fonte: http://journalbebe.blogspot.fr/2012/07/a-massinha-que-reina-absoluta.html

 A caixa e a mesa sensorial - Montessori em casa 

É uma tarefa difícil condensar em um único e sucinto post tudo o que pode ser feito e trabalhado numa “simples” caixa ou mesa sensorial, como aquela que mostrei no post da massinha.

Melhor começar do começo né?

O que é, para que serve uma caixa ou mesa sensorial?

Os educadores que aplicam os princípios de base da pedagogia Montessori sabem que o desenvolvimento sensorial é extremamente importante para a criança. As crianças aprendem por meio de seus sentidos e é ai que entram as “caixas” e “mesas” sensoriais.

Dentro dessas mesas são colocados elementos que visam desenvolver e afinar o senso visual, tátil, olfativo e até mesmo gustativo. Para este ultimo, imagine um recipiente com gelatina ou pudim ou espaguete cozido, no qual seu filho pequeno (bebê) possa enfiar a mão com tudo, botar na boca sem medo de ser feliz. Você fica tranquila por ele tomar contato com texturas, cores e temperatura e não corre o risco de ele colocar algo perigoso na boca.

Ali, naquele momento de brincadeira, a criança é envolvida por vários elementos e conceitos que lhe darão noções básicas de cores, formas, tamanhos, texturas, bem como desenvolver a coordenação motora fina, construir conhecimentos de matemática, ciências e promover conexões cerebrais. O vocabulário também é ampliado, uma vez que a criança aprende, na pratica (e com os seus sentidos) o que é opaco, transparente, quente e gelado (atividades com gelo), espesso, fluido, etc. Tudo isso é propiciado por meio de uma brincadeira sensorial.

A outra vantagem da caixa sensorial é de limitar o espaço/área da brincadeira (e da bagunça). Não da para brincar de fazenda, utilizando milho, feijão e serragem e deixar a brincadeira rolar solta no meio da sala. Além do que a criança aprende a ter noção e limitação do espaço, do dentro e fora. Eu recomendo um tapete ou um lençol, algo estendido no chão para limitar a bagunça e caso caia o conteudo para fora da caixa fica mais facil recolher, guardar e limpar.

As “caixas" utilizadas aqui são organizadores de plástico. Nada impede que uma bacia, balde ou caixa de papelão sejam utilizados. O importante é ter o recipiente e escolher o conteúdo com o qual será “trabalhado” dentro dele.

Falando em conteúdo, é ai que devemos prestar atenção. Se a criança ainda esta na fase oral marcante, não é recomendável colocar elementos de riscos que ela possa engolir, tais como botões, bolinhas, grãos, etc. Segurança e prudência em primeiro lugar. E mesmo para os maiores, temos que ficar por perto, observando e supervisionado. E, importante, estar preparada (e ZEN!) para eventual bagunça.

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Feitas algumas considerações, vejam em fotos algumas caixas.





Caixa de outono e floresta – Contém as cores amarela e marrom. Tem nozes e tocos de arvore. Os personagens foram escolhidos por ela e ali mesmo inventou historias. Nesse momento Béatrice foi “transportada” para o universo contido na caixa e ai esta mais um ponto positivo: o favorecer a concentração e relaxamento da criança. Percebo que Béatrice se desliga do mundo e fica compenetrada e envolvida nos elementos (simples) disponíveis na caixa. É como se nesse momento ela estivesse sendo guiada pelos seus sentidos.

A caixa com temas pode ser montada aos poucos, colocando elementos durante a semana. No outono, por exemplo, pode começar com as folhas e disponibilizar uma lupa para que elas sejam observadas. Depois vem sementes, galhos, gravetos (colhidos nos passeios). Por ultimo os animais da floresta, como esquilos, pássaros. Depois da brincadeira, de todo o envolvimento com o “outono”, pode guardar o material e usar em outro tema ou atividade.

Também há uma caixa sensorial que tem a ver com o verão, estação atual.


Faça uma caixa com água e colocoque o colorante alimentício azul e “criou” o mar (vale um sapo na ausência de seres marinhos!). O efeito da cor azul misturar-se na agua é, por si só, fascinante. Vale a experiência visual de a água mudar de cor. Foi separado algumas pedras e conchas, pegue o que não será mais utilizado e que poderia representar o ambiente marinho. A criança pegou alguns personagens, montou o cenário e criou historias. Entendeu que ilha é um pedaço de “pedra” cercada de água por todos os lados.

E dai que também tem a versão “mesa sensorial” ou mesa de trabalho. Normalmente este tipo de mesa é vendido em sites especializados em educação Montessori e dificilmente será encontrada em lojas de brinquedos. A solução é fabricar uma.

E dá certo. Faça uma mesa a custo zero com o seguinte material:

* Uma mesa (escolhemos uma pequena e quadrada. Vantagem para a praticidade de transporta-la para qualquer peça da casa);

* Um recipiente/organizador de plástico;

* Serra para cortar a madeira (a mesa utilizada é de papelão bem rígido. Deu certo).




Tenha uma caixa “móvel” para ser utilizada em outras ocasiões. Faça três furos com o diâmetro dos copos de plástico para servirem de recipientes, mas isso é opcional.

A vantagem é que a criança pode brincar em pé ou sentada e o proposito de mil e uma atividades continua valendo.

A "mesa sensorial" cai bem para as atividades da vida prática, como lavar roupas e a louça.
 

Lavando as roupinhas das boneca.
Lavando as suas panelinhas
E brincar na areia, num espaço menor também ficou legal.


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Sinta-se constantemente desafiada em apresentar novos elementos para compor uma mesa sensorial.

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Sofia, autora do blog Educar com Carinho.

Mamatraca, neste video.

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Não poderia deixar de citar neste post o grupo do Facebook Montessori para Mamães que, além de ter dicas incriveis de caixas sensoriais, tem muita coisa bacana para serem aplicadas em casa.

Recomendo fortemente a leitura do blog Montessori em Familia, onde contém varias informações do que é discutido nos posts do Montessori para Mamães.
Fonte:  http://journalbebe.blogspot.fr/2012/08/a-caixa-e-mesa-sensorial-montessori-em.html

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