quarta-feira, outubro 31, 2012

110 anos de Carlos Drummond de Andrade

 

Em comemoração aos 110 anos de Carlos Drummond de Andrade que tal incentivar a leituras das crianças?
Esta é uma ótima dica!

 

Sai preconceito! - Surdez


 
Conheça o alfabeto!
 

Conheça alguns sinais!

Oi
Meu nome é
Bom dia
Boa tarde
Boa noite
Desculpa
Licença
Banheiro
Tchau

A BENGALA COMO SIMBOLO E AUXILIAR

 
Já na Antiguidade as pessoas cegas usavam a bengala como auxiliar de orientação e como apoio. Por isso ela em breve se tornou uma espécie de braço prolongado do não-vidente. Quando o trânsito automóvel começou a constituir um perigo para este, a bengala teve de se transformar num sinal: 

«Cuidado! Vem aí alguém que não te vê!»

E para que o cego pudesse ser notado a tempo, era preciso começar por tornar a bengala mais visível: passou a ser branca. Quem teve essa ideia de longo alcance foi a condessa Guilly Herbemont, que em 1931 perante entidades públicas em Paris presenteou pessoas cegas com 100 bengalas brancas. A bengala branca transformou-se no distintivo dos cegos, não tardando a assumir a função de sinal de trânsito protetor para maior segurança destes enquanto peões.
Do bastão à bengala comprida. O bastão não passou ainda totalmente de moda, uma vez que as pessoas idosas precisam dele para se apoiarem enquanto caminham. Também a bengala branca curta ainda tem amigos entre os  cegos e os grandes deficientes visuais, mas em geral só se tira do bolso em situações críticas ou como distintivo.

O verdadeiro auxiliar da mobilidade é a bengala branca comprida. O seu comprimento depende da altura do utilizador: assente verticalmente no chão, deve dar lhe aproximadamente pelo esterno. Durante a marcha é segura inclinada para baixo à frente do corpo, a fim de tatear o caminho. Movimentando-a como um pêndulo para a esquerda e para a direita o seu utilizador dá sempre o passo seguinte com segurança.

No entanto, a marcha com este «detector de obstáculos» tem de ser bem aprendida e treinada. Há quase 40 anos que os cegos e pessoas com baixa visão podem frequentar aulas de orientação e mobilidade, ministradas por técnicos de reabilitação com formação específica.

Nem só a bengala facilita a mobilidade o grau de autonomia que a pessoa cega ou de baixa visão precisa adquirir, bem como as suas capacidades e aptidões pessoais, determinam o programa do curso. Assim, enquanto a um sujeito basta orientar-se dentro da própria casa, outro tem de usar a bengala para ir às compras ou para atravessar cruzamentos movimentados em grandes cidades. Em todos estes casos

Se o reabilitando não possuir conhecimentos prévios suficientes sobre a arquitetura da cidade e a estrutura do trânsito, eles têm de lhe ser transmitidos, pois só assim chegará a uma mobilidade confiante e eficiente com atitudes adequadas. Para que este objetivo seja atingido, o ensino é sempre individual.  Fatores como a idade, a experiência prévia, o tipo da deficiência (cegueira congênita ou tardia, total ou baixa visão), a necessidade, a constituição psíquica e física, a atividade profissional e muitos outros podem alterar o número de aulas para mais ou para menos. A par das diversas técnicas de bengala são ensinados requisitos básicos para a mobilidade, a saber: percepção do corpo, noção de tempo, concepção espacial (elaboração de um «mapa mental»), bem como o relacionamento com as demais pessoas na rua, designadamente como pedir ajuda, informações.

Quando falta o sentido da visão, urge estimular de forma especial os outros sentidos, pois mesmo sem a possibilidade de ver tem sua percepção e pode interpretar o maior número possível de informações do ambiente circundante a fim de, a partir daí, ser estudado o modo como o cego ou pessoas com baixa visão devem agir enquanto transitam, de acordo com a situação.

Bengala e concentração

Ao atravessar uma rua, por exemplo, as pessoas cegas e de visão reduzida têm de se concentrar muito para poderem perceber e avaliar a situação do trânsito através dos sons. Ruídos diversos vindos de várias direções e  veículos «silenciosos» como ciclistas e «skaters» tornam-lhes ainda mais difícil adquirir a necessária segurança para atravessar a faixa de rodagem. Muitos deficientes visuais assinalam esta fase da espera puxando a bengala para si ou colocando-a direita à sua frente.

A introdução de semáforos sonoros veio facilitar muito a travessia das ruas: o cego pode reconhecer com precisão e clareza quando está verde para peões. Na ausência destes semáforos ele é forçado a deduzir essa informação com base no fluir do trânsito. Mesmo quando guiado pelo seu cão tem de lhe dar sinal para atravessar, pois os cães são cegos a cores e portanto não reconhecem o sinal verde.

Bengala com pilhas ou um auxiliar de quatro patas?
 
Existem diversas saídas para compensar os inconvenientes da bengala. O maior de todos é que com ela o cego não se apercebe de obstáculos situados à altura da cabeça. Existem diversos aparelhos eletrônicos acessórios que detestam e indicam esse tipo de obstáculos, quer emitindo sons, quer vibrando. Mas devem ser vistos sempre apenas como complementos, e não como substitutos da bengala. O mesmo não pode dizer-se, porém, do auxiliar de quatro patas. Após uma aprendizagem minuciosa seguida de treino com os futuros donos, os cães-guia para cegos levam-nos com segurança por entre o trânsito citadino, contornando obstáculos, e facilitando-lhes a travessia tantas vezes perigosa das ruas. Não é indispensável usarem também a bengala, embora essa prática seja recomendável.
A lei define como cego não só aquele que não vê absolutamente nada, mas também toda a pessoa cuja acuidade visual no melhor olho não vai além dos 2% ou cujo campo de visão está reduzido a 5 graus ou menos (a chamada visão tubular). Considera-se de baixa visão toda a pessoa que no melhor olho vê no máximo 0,05 - isto é 5%. Pode perfeitamente acontecer que um indivíduo que tenha um campo de visão pequeníssimo ou que sofra de cegueira noturna seja incapaz de se orientar sozinho quando anda na rua sem bengala, e contudo consiga ler letras grandes de jornal dentro do seu raio de visão.

Ajudar ou não ajudar?
 
As pessoas cegas e de visão reduzida que viajam sem acompanhante desembaraçam-se geralmente sozinhas. Em situações difíceis, porém, aceitarão de bom grado ofertas de ajuda - por exemplo quando querem atravessar ruas, apanhar meios de transporte, em estações dos caminhos-de-ferro ou em pavimentos onde decorrem obras . A pergunta «Quer ajuda?» nunca é incorreta. Pelo contrário, qualquer cego ou baixa visão ficará confuso e descontente se o atravessarem pegando-lhe pelo braço e puxando-o, sem uma palavra. Conta-se que por causa deste procedimento já houve quem fosse metido num elétrico em que não queria viajar.

Em 15 de outubro comemora-se em todo o mundo o dia da bengala branca. Em 1964 Johnson, então presidente dos Estados Unidos, entregou bengalas brancas a pessoas cegas. Foi o começo simbólico da aprendizagem sistemática de orientação e mobilidade por parte destas pessoas.
Suplemento da revista «Die Gegenwart» - nº 9 - 2001
Edição: Associação Alemã de Cegos e Amblíopes
Tradução NADV: Ana Maria Fontes
Retirado do site:  “Sobre a Deficiência Visual”: http://deficienciavisual.com.sapo.pt/

terça-feira, outubro 30, 2012

Enfeites comestíveis de Halloween

Bananas cobertas com chocolate branco.
Gatinho preto feito do prato e papelão.
Sacolas de feltro.
Garrafas com luminárias.
Pizza com queijo em formato de queijo.
Pirulitos enrolados com papel celofane preto e pernas de limpador de cachimbo.
Garrafinhas de refirgerantepintadas de branco.
Brigadeiro com M&M's e chantilly
Casquinha de sorvete e bolo de chocolate com cobertura.
Hambúrguer com queijo.
Casquinha de sorvete com Cookies.
Ovo de codorna defumado e amendoim com sabores.
Pirulito com papel de seda e limpador de cachimbo
Cupcake de chocolate e chantilly.
Suquinhos enrolados com esparadrapo.
Doces em saquinhos.
Fonte: Bamboo desenhos

Colgate

A Colgate fez uma ação super inusitada com picolés.
A campanha chamada de "Don't Forget" ("Não se esqueça") tem como objetivo lembrar as crianças de escovarem os dentes após as refeições.
O diferencial foi o palito do picolé, pois o formato dele é de uma escova de dente.
Confiram a foto!

 
Fonte: Sorvetes Rochinha

Formação Sala Multi - Deficiência Física

No dia 26/10/2012 aconteceu a formação para a sala multifuncional com o tema "Atendimento Educacional Especializado e Deficiência Física" ministrada pelas Fisioterapeutas do CEMESPI Karine Amorim, Tatiane Corazza e Thaise Borth nas dependências da E.E. B. Nilton Kucker. Além do conceito de deficiência física também foram ministrados outros assuntos como Paralisia Cerebral, Mielomeningocele, Tecnologias Assistivas e prática de Acessibilidade.

Sobre Acessibilidade já há no blog a seguinte cartilha:
  • MEC, 2009. Manual de acessibilidade espacial para as escolas. Em Informações.
  • MEC, 2011. Programa escola acessível.
Outra bibliografia importante:
  • NBR 9050: 2004. Disponível em: http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_24.pdf

Material da formação disponível em:
Paralisia Cerebral com Mielo
Deficiência Física

Diretora Adj. Clarice Militão,  Palestrantes Fisioterapeutas Tatiane Corazza, Karine Amorim e Thaise Erthal.
Abertura com Diretora Geral Daniela da Silveira.
Cursistas da Sala Multifuincional.
Palestrante Karine Amorim.
Prática em como andar com cadeira de rodas. Prof do AEE/ Estimulação do CEMESPI Glauce Rey.
Saindo da sala. Prof do AEE/Intelectual do CEMESPI
Experimentando o andador.

Descendo rampa com auxílio.

Subindo rampa.
Andando pelo pátio.
Subindo rampas.
Como fazer a passagem da cadeira de rodas para a cadeira.

Pensamento lógico matemático no berçário!

O pensamento está presente no processo de desenvolvimento do bebê. Ao ir buscar um brinquedo entrar e sair de um determinado local, jogar brinquedos como uma bola, colocar, tirar e encaixar peças tudo isso faz parte do pensamento lógico matemático.
Pensando nisso trabalhamos junto com as crianças jogos.
 
Fonte:  http://cmeifazendinha.blogspot.com.br/2011/08/pensamento-logico-matematico-no.html

Jogo da Joaninha
Boliche
Jogo da Afetividade


Meninas e Síndrome de Asperger

Escrito por Mundo Asperger

Como no caso do TDAH (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), os sintomas da síndrome de Asperger são diferentes em meninas em relação aqueles apresentados por meninos, conseqüentemente, o número de meninos encaminhados para uma avaliação é bastante superior ao de meninas, numa proporção de 10:1.
Apesar disso, estudos epidemiológicos sugerem que uma relação de 4:1 é mais precisa, o que significa que provavelmente milhares de meninas com síndrome de Asperger nunca irão receber um diagnóstico.
 
Meninas e Síndrome de AspergerFonte: www.yourlittleprofessor.com
Tradução livre e adaptação de Ubiratan Bueno

A síndrome de Asperger é assim denominada em homenagem a Hans Asperger, o homem que descobriu inicialmente a desordem. As características da síndrome de Asperger são semelhantes as do autismo, onde a principal diferença é que elas tendem a ser mais leves.

Como no caso do TDAH (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), os sintomas da síndrome de Asperger são diferentes em meninas em relação aqueles apresentados por meninos, conseqüentemente, o número de meninos encaminhados para uma avaliação é bastante superior ao de meninas, numa proporção de 10:1. Apesar disso, estudos epidemiológicos sugerem que uma relação de 4:1 é mais precisa, o que significa que provavelmente milhares de meninas com síndrome de Asperger nunca irão receber um diagnóstico.

A principal diferença encontrada no diagnóstico da síndrome de Asperger entre meninos e meninas parece ser causada pela maneira peculiar de como meninos e meninas se expressam. O comportamento agressivo é mais perceptível, e uma criança que é excessivamente agressiva é mais susceptível de ser avaliada. Uma vez que as meninas têm maior capacidade de expressar suas emoções, elas são menos propensas a extrapolá-las quando estão incomodadas, confusas ou sobrecarregadas. Sem este comportamento "bússola", os outros aspectos síndrome de Asperger são mais propensos a passar despercebidos.

Outra semelhança entre o TDAH e síndrome de Asperger em meninas é que os sintomas são mais passivos por natureza, o que torna mais difícil perceber. Como os sintomas são mais leves, os pais também estão mais relutantes em levar sua filha para realizar um diagnóstico.

Alguns especialistas especulam que uma razão de que menos meninas são diagnosticadas é porque os seus colegas são mais propensos a ajudá-las a lidar com situações sociais, que é onde os sintomas de Asperger são mais facilmente identificáveis. O ato de acolher é um instinto feminino, e é assim que as amigas de uma menina com a síndrome de Asperger vão confortá-la intuitivamente quando ela estiver chateada, ou guiá-la através de interações sociais. Em contraste, os garotos tendem a ser mais 'perversos' e, portanto, mais susceptíveis a provocar um menino com síndrome de Asperger. Devido as amigas de uma garota fazerem o seu melhor para ajudá-la, seus pais e/ou professores podem não perceber os sintomas, ou não podem percebê-los com bastante freqüência, o que obrigaria a buscar um diagnóstico clínico.

Um dos sintomas chave que é comum entre meninos e meninas é o interesse hiper-focalizado em uma determinada coisa ou assunto. Para os meninos, os interesses especiais são muitas vezes em áreas de ciência ou de transporte (trens ou aviões). Nas meninas, o foco está freqüentemente em animais ou em literatura clássica. O interesse em si não é incomum, mas uma criança com Asperger terá um conhecimento excepcionalmente íntimo de seu tema de interesse. As meninas podem brincar com bonecas e ter amigos imaginários, o que não parece de todo incomum. Entretanto, seu interesse por essas coisas vão continuar, mesmo quando ela for uma adolescente, quando isso já deverá ter sido superado.1

Devido às situações sociais serem estressantes e desconfortáveis para meninas com síndrome de Asperger, muitas vezes elas aprendem a imitar as pessoas que têm fortes habilidades sociais. Eles podem adotar de outra pessoa maneirismos, expressões faciais e até mesmo entonações. Novamente, isto é por vezes, mal interpretado, especialmente em crianças mais velhas ou em adultos, e que pode conduzir a um diagnóstico equivocado de transtorno de personalidade.

Dr. Tony Atwood2, em seu artigo sobre as meninas com Asperger, observou que as meninas "são mais motivadas a aprender e mais rápidas em entender conceitos-chave em comparação com meninos com síndrome de Asperger de habilidade intelectual equivalente". Como tal, ele previu que as meninas se sairiam melhor em longo prazo, caso fossem diagnosticadas corretamente.

Os pais que suspeitarem que sua filha possa ter a síndrome de Asperger devem procurar o aconselhamento de um profissional médico especializado. Certifique-se de tomar nota dos comportamentos em questão, incluindo a freqüência e o ambiente no qual o comportamento ocorre. Uma vez que os sintomas de Asperger são muito mais sutis nas meninas, os pais devem se consultar com alguém que seja especializado no diagnóstico da síndrome de Asperger.

Da mesma forma como ocorre em outras casos de dificuldades de comportamento ou de aprendizagem, as crianças com Asperger têm direitos específicos de ensino. Os pais de uma criança que foi diagnosticada com a síndrome de Asperger devem tomar conhecimento da política de ensino e da proposta pedagógica da escola, e se for preciso buscar aconselhamento psico-pedagógico especializado com a finalidade de se obter planos de ensino adaptados. Muitas vezes, uma criança com necessidades educativas especiais decorrentes da síndrome de Asperger, apenas com uma pequena atenção extra, pode seguir no caminho certo para alcançar o seu potencial acadêmico e pessoal.

1 Source: http://www.aspergerfoundation.org.uk/infosheets/ta_girls.pdf
2 The Pattern of Abilities and Development of Girls with Asperger's Syndrome, Sept. 1999