terça-feira, outubro 21, 2014

Inclusão Escolar Não Exime Estudo Especializado

É preciso reflexão e atitude nessa questão.

A ideia de que, se você faz inclusão escolar, você deixa de exigir que o Governo cumpra seu papel ao não proporcionar o aprendizado especializado, é uma condição inaceitável. A inclusão escolar jamais deve eximir o aprendizado especializado e devemos exigir isso de nosso Governo.
Todos àqueles que defendem a Inclusão Escolar devem ter em mente que para que ela ocorra é preciso conhecimento da Instituição de Ensino a respeito da dificuldade específica de aprendizagem do aluno em questão e interesse por parte das mesmas, assim como dos professores e de todos àqueles que trabalham na instituição de ensino de que a inclusão seja uma verdade e não utopia.
O ensino especializado deve ocorrer sim, deve ser o norte orientador para que as escolas regulares obtenham maiores informações, para que elas possam se orientar em como trabalhar com a inclusão de um aluno com dificuldade ou diferente entendimento sobre o método tradicional de aprendizagem.
O ensino especializado deve ser de direito daqueles que ele o escolhem, assim como o ensino inclusivo.
A Inclusão Escolar em nosso País é precária e esta na primeira fase de implantação, porém muitas políticas públicas e a movimentação da sociedade se tem feito presente para que essa realidade se modifique. Cada pessoa que defende e acredita na Inclusão Escolar tem um papel fundamental nessa implantação que se resume em ATITUDE.
Não é fácil fazer Inclusão Escolar, é muito duro. Tanto os pais quanto os educadores inclusivos lutam todos os dias com pré-conceitos, com conceitos, com um falso olhar a respeito do que é o melhor ao aluno, que por vezes tem o objetivo de propiciar o bem estar da Instituição Escolar e não o do aluno, pois mexer na estrutura escolar dá trabalho e poucos têm a coragem e vontade de faze- lo.
Mas muitas Instituições de Ensino têm mudado esse olhar e têm escolhido a “Inclusão Sem Utopias”, e a REALIZA com trabalho e ânimo diário.
As Instituições de Ensino também devem exigir do Governo seu papel orientador, fazendo valer seus direitos de Instituição que deve ser apoiada e receber orientação nessa transição e modificação do perfil de sociedade segregacionista para inclusiva.
Porém cabe a Instituição Escolar plantar na consciência de cada professor, de cada aluno, de cada pai de aluno, de cada funcionário, que a Inclusão Escolar é a evolução da sociedade e que para que ela se concretize, é necessária uma modificação pessoal de cada um na forma de julgar e de agir com esses alunos e seus familiares.
Todos são importantes, ninguém esta fora do barco.
Um faz diferença na vida desse aluno. Todos fazem diferença na vida desse aluno.
Os Pais, com respeito, devemos cobrar sim da Instituição de Ensino essa inclusão, e fazer valer os direitos de cidadão de nossos filhos.
Porém devem ser prestativos e saber ouvir as dificuldades que a Instituição de Ensino venha a encontrar, pois as adversidades se farão presentes constantemente. Se os duelos, Inclusão X Escola, forem constantes, vale repensar, “O que me fez buscar essa escola? Acredito no que aplicam? Luto por mim, ou por meu filho?”.
É preciso muita discussão e estudo a respeito de Inclusão Escolar, pois incluir não é simples.
Atualmente a infância é o primeiro alvo de Inclusão Escolar, porém há uma infinidade de pré-adolescentes, adolescentes e jovens precisando dessa atenção e dessa prática em suas vidas.  E as Instituições de Ensino, que oferecem Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior precisam saber trabalhar e inserir o Autista em seu contexto escolar.
As atitudes e conceitos de Inclusão Escolar devem ser uma prática para todas as Instituições Escolares, bem como Faculdades e Universidades.
A sociedade se transforma pela educação.
Meu profundo agradecimento aos professores que plantam capacidade, alegria e respeito em seus alunos.

“O Mestre se for verdadeiramente sábio não vos convidará a entrar na mansão do seu saber, mas vos conduzirá antes ao limiar de vossa própria mente. (Gibran Khalil-1923)”.

Adriana Godoy.
15/10/2014.


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